No início deste mês, o Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre a inclusão ou não no Sistema Único de Saúde (SUS) da vacina Qdenga, imunizante contra a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, a dengue.
A vacina em questão contém quatro sorotipos do vírus causador da doença atenuado, é indicada para pessoas de 4 a 60 anos e administrada em duas doses com intervalo de três meses. Quem já teve a doença está liberado para tomar a vacina. Estudos indicaram uma eficácia de 80,2% em casos de dengue sintomática e prevenção de 90% nas hospitalizações, com seguimento de 18 meses após a aplicação. O imunizante já é administrado na rede particular.
Recomendação da Conitec para Qdenga
Em seu relatório inicial a Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) se posicionou favoravelmente a inclusão do imunizante no sistema, contudo a Comissão condicionou a aprovação a uma redução de preço da vacina, de forma que se mantenha a sustentabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI), de acordo com o órgão, o preço de 139 reais por dose equivale a duas vezes o valor da vacina mais cara já incluída no programa.
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A Conitec também recomendou que o foco de aplicação da Qdenga se dê em áreas de maior incidência da doença e para faixas etárias com maior risco de complicação.
A consulta pública ficará aberta por 10 dias (até o dia 18 de dezembro de 2023). Esse período é menor do que o normalmente estipulado para consultas, mas a comissão julgou necessária a redução considerando que o período de maior incidência da Dengue se aproxima.
Contribuições podem ser feitas através do site Participa+ Brasil, através deste link.
Dengue em 2023
Transmitida por mosquitos do gênero Aedes, segundo dados do Ministério da Saúde, a dengue contabiliza mais de 1,5 milhão de prováveis casos no Brasil este ano (isso considerando dados até o mês de agosto de 2023), com 920 óbitos registrados, já é o maior número de mortes registradas da série histórica (2000-2023).
A região Sudeste é a mais atingida com mais de 860 mil casos (388.281 só em Minas Gerais), seguida da região Sul (379.754) e Centro-oeste (150.848).
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Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal.
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