Dados do Ministério da Saúde indicam que, apesar da queda nos casos de HIV/Aids no Brasil registrada na última década, houve aumento de casos entre homens jovens de 15 a 29 anos. Os números da pasta registram crescimento dos casos de sífilis em homens, mulheres e gestantes.
Saiba também: 27 milhões em teste rápido de sífilis e HIV
Estatísticas
Dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2022, do Ministério da Saúde, apontam que a quantidade de infectados pelo HIV em 2021 era maior entre os homens de 25 a 29 anos (53,3%). Nas mulheres, o maior índice foi registrado entre 40 e 44 anos (18,4%). Somente em 2021, foram contabilizadas 28.967 infecções pelo vírus em pessoas com idade entre 15 e 39 anos, sendo 22.699 entre os homens e 6.268 entre as mulheres.
Desde o início da epidemia de Aids (1980) até 2021, foram notificados no Brasil 371.744 óbitos devido à doença. A maior proporção desses óbitos ocorreu no Sudeste (56,6%), seguido das regiões Sul (17,9%), Nordeste (14,5%), Norte (5,6%) e Centro-Oeste (5,4%).
Já segundo o Boletim Epidemiológico Sífilis 2023, do Ministério da Saúde, de 2012 a 2022, foram notificados no país 1.237.027 casos de sífilis adquirida, 537.401 casos de sífilis em gestantes, 238.387 casos de sífilis congênita e 2.153 óbitos por sífilis congênita. Houve aumento na taxa de detecção de sífilis adquirida de 2012 a 2022, exceto em 2020, provavelmente em decorrência da pandemia de covid-19.
O boletim também indica aumento em casos e taxa de detecção de gestantes com sífilis, de 2012 a 2022. A Região Sudeste é a campeã, com 248.741 casos registrados, seguida do Nordeste, com 112.073.
Leia também: Impacto a longo prazo de PCP em pacientes com HIV
Cobertura vacinal
Mesmo com campanha massiva a favor da vacinação contra o HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos, o SUS registra ainda uma cobertura vacinal ínfima: 27,7% para segunda dose entre os meninos, e 54,3% para meninas. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é que 95% da população de crianças e adolescentes esteja imunizada.
Outro fator que chama atenção dentro do cenário é que o uso dos preservativos nas relações sexuais tem decaído muito nos últimos anos, enquanto a transmissão das ISTs segue em alta. Quem diz é Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia e uma das responsáveis pela campanha Dezembro Vermelho, tradicional na conscientização sobre a aids e todas as ISTs.
Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.