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Neurologia1 outubro 2026

Rastreamento cognitivo: como reconhecer sinais e encaminhar ao especialista

Saiba como endocrinologistas, cardiologistas, ginecologistas e outros médicos podem reconhecer alterações cognitivas, aplicar testes e encaminhar com qualidade.
Por Ícaro Sampaio

Este conteúdo foi produzido pela Afya em parceria com Lilly de acordo com a Política Editorial e de Publicidade do Portal Afya.

O reconhecimento precoce das alterações cognitivas representa uma oportunidade importante para melhorar a jornada de pacientes com comprometimento cognitivo e possível doença de Alzheimer. Embora muitos casos permaneçam sem diagnóstico, profissionais que acompanham seus pacientes ao longo dos anos podem perceber mudanças sutis em relação ao funcionamento habitual antes que a perda de autonomia se torne evidente.

Nesta aula, são apresentados fatores de risco associados à demência, como hipertensão, diabetes, obesidade e menopausa precoce, além da importância da observação clínica contínua para o reconhecimento de sinais iniciais.

O conteúdo também aborda sinais de alerta que podem surgir na prática clínica, como repetição de perguntas, erros no uso de medicamentos, dificuldades com finanças, desorientação em locais conhecidos e mudanças de linguagem ou comportamento.

Outro destaque é a aplicação do 10-CS, instrumento breve de rastreamento cognitivo desenvolvido e estudado no Brasil. A aula apresenta os domínios avaliados pelo teste, a interpretação dos resultados e sua integração com a avaliação da autonomia e da história clínica do paciente.

As alterações cognitivas podem ser percebidas em diferentes pontos da jornada do paciente e, muitas vezes, os primeiros sinais aparecem em consultas de outras especialidades. No acompanhamento cardiometabólico ou da saúde da mulher, mudanças no comportamento, no manejo do tratamento ou na autonomia podem indicar a necessidade de ampliar a investigação.

Para cardiologistas: hipertensão, dislipidemia e outros fatores cardiovasculares também se relacionam ao risco cognitivo. A partir de 4min47s, a aula mostra como a hipertensão crônica pode estar associada a alterações vasculares cerebrais e destaca que mecanismos vasculares e neurodegenerativos podem coexistir no mesmo paciente. Assista a esse trecho para entender quais mudanças observadas durante o acompanhamento cardiovascular podem indicar a necessidade de investigar também a cognição.

Para endocrinologistas: diabetes e cognição se encontram diretamente na prática clínica. A partir de 6min11s, a aula aborda a associação entre diabetes e doença de Alzheimer e mostra como o declínio cognitivo pode comprometer funções importantes para o manejo do diabetes, como interpretar valores de glicemia, organizar doses e administrar diferentes medicamentos. Assista a esse trecho para entender por que reconhecer essas alterações precocemente também pode ser relevante para o controle metabólico do paciente.

Para ginecologistas: queixas de memória são frequentes na peri e na pós-menopausa, mas quando elas merecem maior atenção? A partir de 49min49s, a aula discute como diferenciar uma queixa cognitiva relacionada à menopausa de um possível declínio cognitivo patológico, destacando o desempenho nas atividades habituais e, principalmente, a autonomia da paciente como elementos importantes dessa avaliação.

Assista ao vídeo completo para aprender a diferenciar o envelhecimento cognitivo habitual do comprometimento cognitivo leve e da demência, acompanhar o passo a passo da avaliação cognitiva por meio da análise de um caso clínico e identificar situações em que o encaminhamento para avaliação especializada deve ser considerado.

Dúvidas frequentes na prática clínica  

1. Quais são os primeiros sinais de alerta para doença de Alzheimer? 

Entre os sinais apresentados estão repetição de perguntas, erros no uso de medicamentos, dificuldades com finanças, desorientação em locais conhecidos e alterações de linguagem ou comportamento. 

2. Quem deve passar por avaliação cognitiva? 

Pacientes com queixas cognitivas, relatos de familiares ou percepção clínica de mudanças cognitivas devem ser considerados para avaliação. O material também destaca recomendação específica de rastreio para pessoas com diabetes e idade igual ou superior a 65 anos. 

3. O que é o teste 10-CS? 

É um instrumento de rastreamento cognitivo estudado no Brasil, de aplicação rápida, sem necessidade de leitura ou desenho e com ajuste por escolaridade. 

4. O 10-CS faz diagnóstico de Alzheimer? 

Não. O resultado auxilia na identificação de possível comprometimento cognitivo, mas não define a causa da alteração observada. 

5. Quando encaminhar para avaliação especializada? 

O encaminhamento deve ser considerado diante de queixa cognitiva persistente, alteração em testes cognitivos ou preocupação dos familiares, sempre associado à análise da autonomia e da história clínica.

Autoria

Foto de Ícaro Sampaio

Ícaro Sampaio

  • Graduação em medicina pela Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Regional de Juazeiro - BA
  • Residência em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da UFPE
  • Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Médico endocrinologista no Hospital Esperança Recife e Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa

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