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O uso de dos inibidores P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor e prasugrel) é rotina nos pacientes com IAM com supraST. Contudo, há dúvidas do melhor momento: junto do AAS, quando o paciente chega; ou durante a angioplastia? O argumento para pré-administração é maior segurança, reduzindo risco de trombose do stent. Já quem defende o uso em sala, fala do problema dos pacientes de anatomia cirúrgica.
Um estudo sueco publicado recentemente trouxe informações importantes: foram selecionados 44.804 pacientes com IAM com supraST, divididos de acordo com a administração do iP2Y12 em antes do CAT (grupo pré, 37.840) e durante CAT (6.964). Análises estatísticas foram usadas para equilibrar os grupos em função de fatores de confusão/viés.
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Os resultados mostraram que não houve diferença entre os grupos no desfecho de morte, choque, trombose do stent ou complicações neurológicas e sangramento. A grande limitação é se tratar de um estudo observacional, e sempre pode haver um fator de confusão não medido.
O que isso traz para nossa prática? Reforça o conceito da última diretriz ESC, que a decisão de fazer ou não o iP2Y12 deve ser individualizada em cada instituição. Se informe sobre o protocolo do seu hospital e do hemodinamicista que virá no sobreaviso.
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Referências:
- Pretreatment with P2Y12 receptor antagonists in ST-elevation myocardial infarction: a report from the Swedish Coronary Angiography and Angioplasty Registry. DOI: 10.1093/eurheartj/ehz069
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