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Ginecologia e Obstetrícia28 outubro 2026

Infertilidade feminina: quando investigar e como conduzir no consultório

Entenda o impacto da idade na reserva ovariana, os exames iniciais (AMH, FSH, CFA) e quando encaminhar.

A infertilidade feminina tem ganhado espaço no consultório de ginecologia à medida que mais mulheres adiam a maternidade e chegam à primeira tentativa de gestação depois dos 35 anos. Nesse contexto, o cuidado deixa de ser apenas uma resposta à dificuldade de engravidar e passa a começar na consulta de rotina, com orientação baseada em evidências sobre idade, reserva ovariana e estilo de vida.

Nesta entrevista, Dr. Marcelo Gobbo Jr., editor associado Afya, conversa com a Dra. Valéria Datrino sobre a distância entre a expectativa da paciente e a realidade biológica. Ao longo da discussão, são abordados o impacto da idade na fertilidade natural e na reprodução assistida, o momento certo de iniciar a investigação, a propedêutica básica do casal e a interpretação dos marcadores de reserva ovariana, como FSH, hormônio antimülleriano (AMH) e contagem de folículos antrais.

A partir de situações comuns no consultório, a especialista mostra como traduzir o “relógio biológico” em números que a paciente entende: a chance mensal de gravidez cai de cerca de 25% aos 30 anos para 10% aos 40, e a reprodução assistida acompanha esse declínio, porque não corrige a perda de quantidade e qualidade dos oócitos. A conversa também explora os prazos para iniciar a investigação conforme a idade da parceira, as situações que pedem avaliação imediata e os limites dos marcadores de reserva ovariana como preditores de gestação.

O foco é ampliar o olhar do ginecologista para além do diagnóstico de infertilidade estabelecida, integrando orientação pré-concepcional, investigação no tempo certo e encaminhamento oportuno para a reprodução assistida ao longo de toda a jornada reprodutiva da paciente.

🎧 Este conteúdo faz parte do nosso medtalk sobre infertilidade feminina na prática.

Leia a transcrição completa do episódio abaixo e assista ao medtalk. 

Autoria

Foto de Valéria Datrino Horta

Valéria Datrino Horta

Ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana. É diretora médica da Dat Baby, onde lidera uma equipe multidisciplinar dedicada à jornada reprodutiva. Mestre pela UFF, com pesquisa em desfechos obstétricos e fertilização com oócitos próprios e doados, e doutoranda em Bioética pela Universidade do Porto. Coordena o curso de capacitação em LARC (DIU e implante subdérmico).

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